Archive for the ‘Os outros’ Category

E quando nos apercebemos…

… que os nossos pensamentos mais sombrios podem muito bem ser verdade? Não sei se me possa considerar uma pessoa anormal do ponto de vista de pensamento mas quando junto tudo o que sei do mundo assusto-me comigo próprio (isto de estar a escrever artigos às 2 da manhã e a ouvir Metallica vai dar merda…).

Sempre fui uma pessoa que não entendeu a maior parte do raciocínio do ser humano, seja do ponto de vista sentimental ou de qualquer outro ponto. Mas com tudo o que me aconteceu durante estes largos anos de existência neste pedaço de terra, nunca me considerei afortunado sentimentalmente. Sente tive um gosto especial por atrair o mais variado tipo de gajas do tipo “isto não existe”… até que cheguei a um ponto da minha vida que disse que chegava. Não dava para aguentar mais aquele tipo de vida onde me anulava totalmente e vivia como a outra pessoa achava que eu devia viver… Isto das relações é complicado… e só que experiência o trauma de uma má relação é que consegue entender. Geralmente quando são mulheres, chamam-lhe depressão, mas para os homens essa palavra é demasiado feminina para ser usada. Então geralmente refugiam-se no futebol, na cerveja ou noutra merda qualquer que os faça esquecer a vidinha de merda que têm… enfim, já estou a divagar do que interessa. Estava eu a dizer que na minha vida só apanhei “abróteas”, gajas tão “estranhas que até dava para escrever um livro. Mas como diz o ditado, “todos os cabrões têm sorte” e eu não fui excepção. Lá consegui mudar a minha vida, conseguir arranjar uma pessoa com quem tenho uma relação apelidada de “semi-normal” pela sociedade (a outra semi parte fica para outra história). A chamada “vidinha de merda” como diz um colega meu, aquela em que estamos bem, o tempo passa, nada nos preocupa e até nos esquecemos que a temos (a tal vidinha).

Até que comecei a confiar demasiado na vida, nas pessoas, no facto de considerar que existem pessoas que são apenas “boas pessoas”, sem segundas intenções ou a nos querer prejudicar sempre que podem. E é quando baixamos a guarda, ou como dizia alguém que “passou” na minha vida, quando tiramos a “casca”, é que somos atingidos por algo que nos faz realmente doer, que nos faz lembrar o que é aquela dor que não conseguimos descrever mas que todos os que já amaram ou ainda amam e já tiveram um desgosto conseguem entender…

E “schuft” (<– som de uma lâmina a cortar-nos)… eis que somos atingidos quando estamos o mais desprotegidos possível…. e dói… foda-se (perdoem-me o meu francês) que dói… termos aquele sentimento de uma estaca enfiada na merda do coração sem no entanto conseguirmos fazer nada para aliviar essa dor…

Mas é bem feito… é o que faz voltar a confiar nas pessoas e não manter a minha barreira para me proteger deste tipo de merdas…

Agora que já fui atingido, há que rever novamente a “big picture” a tentar enquadrar os meus pensamentos, sentimentos e forma de ser de uma maneira que seja no mínimo socialmente aceite.

Nestes 25 meses sem escrever no meu blog foram ricos de experiências pessoais, sentimentais e profissionais… sorri e chorei, ganhei novos amigos e perdi alguns devido a me ter enganado ou deixado cegar pela abundância de “boas vibes”… Cresci profissionalmente, pessoalmente, fiquei mais velho (dah!!! claro… não podia ficar mais novo), mas também cheguei à triste conclusão que os meus pensamentos mais inadequados para esta sociedade ainda se mantêm muito correctos…

E “nothing else matters” (que é o que está a tocar agora… que canção mais brutal… diz tanto a quem a entende…)… assim seguimos a nossa vida, com a triste esperança de o amanhã ser melhor do que o hoje ou o ontem…

Hei-de cá voltar quando tiver coragem, vontade, ou tempo para continuar a registar globalmente os meus pensamentos e sentimentos mais anormais…

Como quantificar ou classificar o amor?

Quem me conhece, ou já presenciou as minhas ideologias mais extremistas, díspares ou simplesmente parvas, sabe que eu não acredito no dar sem esperar receber algo em troca. E quando toca ao amor as coisas tornam-se mais, mas muito mais complicadas.

E como é que podemos quantificar o amor? Será que ele é quantificável? Será que podemos dizer “Amo-te mais do que amo a outra pessoa”?
Nota: Convém avisar que estou a excluir todo o tipo de amor “familiar”. E por “familiar” leia-se amor aos pais, filhos/filhas, irmãos/irmãs e restante família. Pois são tipos de amores sobre os quais eu não quero falar neste post.

Voltando à quantificação do amor… Será que podemos amar os amigos? Ou se os amarmos tornam-se mais do que apenas “amigos”? E falo isto enquanto homem, pois para as mulheres (penso eu), o acto de amar nunca é visto com maus olhos, mesmo tratando-se de amigas e/ou amigos (deixem lá de pensar em coisas porcas…)

Será que enquanto homem posso afirmar, sem parecer “socialmente inaceitável” que amo várias pessoas, sejam mulheres ou homens? É que geralmente quando um homem usa a palavra amar apenas significa uma de duas coisas: ou está a falar da mulher/homem com quem partilha a cama, ou é abichanado.

E ao dizer amar, refiro-me aquele sentimento com que ficamos quando pensamos ou falamos sobre a outra qualquer pessoa. Se uma amiga (ou amigo) está mal e nada conseguimos fazer para ajudar, sentimos-nos mal, inúteis e impotentes (deixem lá de pensar em coisas porcas outra vez…). Se já não a vimos (ou o vimos) à bastante tempo, sentimos uma saudade do caraças que só apetece largar tudo e passar um tempo a recuperar dessa saudade…
Será isso tão estranho para os homens? Será o amor um sentimento mais “mulherengo” que nos incomoda, a nós homens, quando temos algo parecido a isso e que não parece bem pensar ser amor?

Será assim tão estranho sentirmos-nos amados por mais do que uma pessoa e ao mesmo tempo acharmos que também as amamos e mesmo assim, depois deste sentir e achar, parecer que algo não encaixa ou que está “mal”? Que algo não faz sentido pois sempre fomos habituados a que o amar apenas deveria estar relacionado com a nossa companheira (ou companheiro(lá estão vocês NOVAMENTE a pensar em coisas porcas… vocês são impossíveis…)?

Como é que um homem diz que ama uma amiga (ou um amigo) sem daí tirarem ilações erradas. De que ele apenas está a pensar em amor do ponto de vista sexual e não algo mais profundo e transcendente ao próprio sexo?

E isto tudo por causa da porra de um SMS… Quem diria, que umas meras palavras recebidas naquele equipamento que nos acorda à noite (pelo menos onde trabalho) me iria fazer bater tantas vezes nas teclas a fim de me tentar entender ou esperar que alguém tenha uma resposta mágica para me dar?

Pois é amiga (respondendo ao SMS), quando nós brincamos com o “EU AMO VOCÊ”, se calhar não brincamos. Se calhar utilizamos uma frase banalizada para exprimir os nossos sentimentos sem nos deixarmos a descoberto, desprotegidos. Ao dizermos a alguém que a (ou o) “amamos”, ficamos desprotegidos, nus, sem a nossa “casca” protectora, completamente entregues aos bichos, às intempéries do outro lado, sem ter como retirar o que dissemos, sem ter como voltar atrás, sem ter como “apagar” o que fizemos…

E por isso utilizamos frases mais banais, mas “impessoais”, que podem significar muito para nós e pouco para quem as ouve. E brincamos com isso, brincamos com o “amo-te”, com o “amas-me”, com o “vou-te amar até morrer”, sem ter qualquer respeito ao que realmente a palavra significa… ao que realmente a palavra nos faz “sentir” ou nos faz “doer” quando realmente amamos alguém.

E como é que eu fico? Com quem é que realmente me posso “desproteger” sem mais tarde me vir a arrepender do que disse ou do que fiz?
É que a expressão “Guess I’d rather hurt than feel nothing at all” torna-se extremamente difícil de utilizar quando falamos de amor… Acho que a dor de deixarmos de estar com quem amamos é infinitamente pior do que a dor que sentimos ao restringir o nosso sentimento por alguém que amamos. Mas essa é apenas a minha opinião, apenas uma opinião…

Acho que ainda tinha umas centenas de linhas para escrever sobre o assunto, mas prefiro não me “esticar” mais senão amanhã o arrependimento de ter escrito isto vai pesar durante o dia…

….. (após 10 minutos)….

Até eu, após reler isto umas 400 vezes (OK, foram só duas), consigo ver que estou diferente: ou mais velho, ou mais maluco, ou completamente frito dos miolos…

… Ou então amo e não sei.

Às vezes o que parece não o é. Ou é mais do que parece……

Get the Flash Player to see this content.

Picture perfect memories, scattered all around the floor.
Reaching for the phone cause, I can’t fight it any more.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

Another shot of whiskey, can’t stop looking at the door.
Wishing you’d come sweeping in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m a little drunk and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I guess I’d rather hurt than feel nothing at all.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
And I said I wouldn’t call, but I’m a little drunk and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I just need you now.

Oh baby I need you now.

Por ti e para ti Li…

E em apenas três meses o mundo girou 400 mil vezes

Pois, tenho-me descuidado com o meu blog, é verdade. Pura preguiça, excesso de jogo, algum trabalho mas principalmente muitas mudanças na minha vida. E eu que sou uma pessoa que gosta de ter tudo bem “controlado”, sem alterações súbitas na vida, sem muitos riscos, tudo muito “certinho”…

Em apenas três meses a minha vida mudou. E o quanto mudou.

Separei-me da pessoa com quem vivia há já alguns anos (seria mais ‘com quem convivia’). Deixei de poder estar diariamente com a minha filha (com este trabalho sem horário normal e com a universidade a começar na próxima semana iria ser humanamente impossível).
Vi uma amiga a perder o emprego, o sonho de uma vida que correu mal. Mas também a vi a levantar-se, ir à luta e ganhar novamente. E vi mais uma amiga que (para o mês que vem…) arranjou emprego depois de mais de um ano à procura.

Mas nem tudo é bom. Tive amigos (ou supostos amigos) que me desiludiram, que se tornaram em “pessoas descartáveis e desinteressantes”. E noites a pensar no que iria fazer da vida, ou como o iria fazer…

E também tive colegas que me surpreenderam pela positiva, mas principalmente mantive o meu leque de “novos” amigos bem junto a mim, e mantive a minha família.

Sendo um informático, posso dizer tecnicamente que reinstalei o meu sistema operativo, reinstalei as aplicações de que gostava e removi as que me davam problemas de incompatibilidade. Mas como sabem (ou deviam saber :) ), a reinstalação de um computador faz com que este se torne mais “limpo”, com menos lixo (vícios) e com mais espaço para novas coisas (conhecimento, amizade, amor, etc).

Tenho estado a reaprender a viver, de uma forma completamente diferente da que me tem guiado nestes últimos anos (e que também não tem dado resultados muito positivos). Ser menos exigente comigo e ser menos exigente do que esperar das pessoas. Tenho tentado ver o lado positivo do que tenho recebido ultimamente. E tenho recebido bastante. “Bué” mesmo…

Os meus pais (mais uma vez) têm sido um exemplo de como todos os outros pais deveriam ser. Com todos os “espinhos” que teimaram em colocar entre nós, ainda assim foram espectacularmente sábios/inteligentes para ouvir o meu lado, a minha versão. Por pouco que os conseguiam enganar, ao fazê-los pensar que afinal não conheciam o filho que tinham. Mas enganaram-se. Eu continuo a ser o mesmo que eles sempre conheceram (ok, tenho mais uns cabelos brancos mas isso faz parte do processo natural da vida). E continuam lá, mesmo depois de tudo o que os fiz sofrer (filho é mesmo assim, só dá problemas…), a suportar-me em tudo o que eu preciso, mesmo quando não o fazem conscientemente. É verdade, tenho um orgulho brutal nos meus pais, nas pessoas que são, como são, e como me “fizeram” ser. O meu obrigado a vocês (caso se lembrem de ir ler o post…). Vocês são espectaculares e eu amo-vos. MUITO. Nunca se esqueçam disso, ok?

Os meus amigos. Têm-me apoiado neste momento de transição para este novo estilo de vida. E têm-me apoiado incondicionalmente, presencialmente e psicologicamente (pois, uma separação nunca é uma coisa fácil). Também têm sido pessoas espectaculares, “coisa” que eu não estava habituado a ter na minha vida. Também para vocês o meu obrigado e um “eu amo vocês”.

E isto tudo faz com que eu aqui esteja, às 6:15 da matina, a escrever um post, depois de uma noite de trabalho e com falta de sono.

E isto tudo também faz com que me saiba bem sentar-me na minha bela cadeira, virado para a janela, a fumar um cigarro e a apreciar o quase silêncio que se faz na rua.

E é bom, sabe bem sentir-me livre, não estar preso a nada de que não gosto, a amizades e/ou relações falsas e inúteis. A uma vida vazia e sem futuro.

E é bom ter uma família espectacular e amigos espectaculares. É bom sentir-me bem no meio das pessoas, sentir que faço parte, sentir-me encaixado.

Obrigado filha, mãe, pai, Cocas, Paulo, Tia Fatinha, Tio João, Ricky, Iuri por serem uma parte espectacular da minha família.
Obrigado Fátima, Renato, Rafa e Raquel, Lili, Flávia, Rita e Avó Kika, Xaninha, Luis, Diogo e Bruno, Sofia, Zé, Tomás, Inês e Tânia, Bé, Francisco e Pipa e Tiago por serem dos meus melhores ‘novos’ amigos do mundo.
Obrigado Pinto, Telmo e Zé por continuarem a ser dos meus melhores amigos nestes muitos anos que já me conhecem.
Obrigado Nuno, Tiago C, Ricardo, Tiago S, Joaquim, André e Catarina pelo ambiente espectacular e invejável que temos na empresa.

E como às vezes é bom apreciar as coisas simples e boas da vida, parar um pouco para pensar, apreciar o silêncio, apreciar aquele momento de paz, e realmente nos sentirmos felizes pelo que temos…

Get the Flash Player to see this content.

Yes I understand that every life must end, aw huh…
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh…
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love…

Some folks just have one
Others they got none, aw huh…

Stay with me
Let’s just breathe

Practiced are my sins
Never gonna let me win, aw huh…
Under everything, just another human being, aw huh…
Yea, I don’t wanna hurt, there’s so much in this world
To make me bleed

Stay with me
You’re all I see

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t I’m a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

I wonder everyday
As I look upon your face, aw huh…
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh…
Nothing you would take
Everything you gave

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t I’m a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me ’till I die
Meet you on the other side

Amigos? Ou pessoas com que nos damos mais?

Este post vai ser lixado de escrever… e mais ainda de se compreender para quem estiver por fora do contexto, mas que se fod.. err…. lixe.

O que consideramos realmente “amigos”. O que define podermos dizer que uma pessoa é nossa amiga ou não? Serão os amigos aquelas pessoas com quem podemos contar? E será que eles sabem que podem (e devem) contar connosco?

Mas até que ponto conhecemos os nossos amigos? A sério? Pensem nas pessoas a quem chamam amigos e tentem descrever 5 coisas que eles gostem… Eu cheguei à conclusão que tenho pessoas a quem chamo “Amigos” mas na realidade não faço puto de ideia “quem são”, “como são”, o que gostam, o que detestam, por quem dariam a vida, o que os faz sorrir ou chorar.

Como é que posso considerar uma pessoa minha amiga se na realidade não a conheço “minimamente”. Aqui estou eu, quase 4h da matina, a tentar vasculhar o meu pequeno cérebro a ver se acho pistas sobre uma pessoa que eu acho ser minha amiga, a fim de lhe conseguir oferecer uma prenda com “significado” (e quando digo significado é para essa pessoa, não algo que me faça lembrá-la) e estou completamente “em branco”.

É frustrante, triste e desesperante chegarmos à conclusão que gostamos tanto de uma pessoa (opto por não colocar outras palavras para não dar azo a confusão) mas no fundo nada sabemos sobre ela.

Como é que é suposto conseguirmos ajudar os nossos amigos se não conseguimos “ver” quando estão tristes, se sentem sós, se estão a “gritar por ajuda”… como é suposto conseguirmos ajudar um amigo quando não conseguimos ler esses sinais…

É lixado… mesmo… e o não saber para mim é o pior que me pode acontecer. E após quase seis anos de “conhecer” esse amigo, chego à conclusão que sei tanto sobre essa pessoa como sobre um qualquer personagem do “jet set” tuga (se bem que neste último caso as revistas rosas façam algum trabalho…)

Realmente a vida “dá-nos” lições quando menos as esperamos… agora vou ter de esgravatar para conseguir-me convencer de que essa pessoa é realmente minha “AMIGA” e não apenas uma pessoa com quem eu me dou.

Peço-te desde já desculpa quando errar, quando não conseguir “ver” ou “ler”, de ficar indiferente quando precisares de mim (não porque o quero mas porque não o vou conseguir descortinar). Fica a saber que significas mais para mim do que eu consigo descrever, era capaz de trocar a minha vida para não perderes a tua, de abdicar de muita, mas muita coisa, por algo que te colocasse um sorriso na cara…

Em homenagem, um vídeo que traduz o sentimento por essas pessoas (e vocês sabem quem são)…

Vocês fazem a minha vida ter significado e …

Get the Flash Player to see this content.

Nós e os outros

Epá… à bué que não escrevo. Mas também o feeling tem sido menos que nulo. Com tanta merda que vai cá dentro, às vezes é difícil lembrar-me que ainda existem coisas positivas na vida. E quem me conhece (se é que alguém realmente me conhece), sabe que eu não sou nada dessas merdas lamechas.

Mas nos últimos tempos, com tanta coisa a criar-me cabelos brancos, esqueço-me das que me dão a réstia de vontade de seguir na vida e ainda pensar positivo.

Não estou a fazer choradinho, a pedir que tenham pena (aliás, quem tem pena são as galinhas) mas muito pelo contrário, quero dizer que sou um gajo sortudo. Sortudo pelas pessoas que fazem parte da minha vida (não todas claro, mas se começar a falar das que me fodem a vida nunca mais saio daqui).

Aquelas pessoas que não nos deixam ficar mal, que nos conseguem pôr um sorriso nos lábios e esquecer as complicações da vida, os que geralmente chamamos amigos. Só que neste caso, amigo é uma palavra muito “light” para pessoas como as que estou a pensar. Não sou uma pessoa religiosa (muito pelo contrário, não gosto desse tipo de “muletas”) mas acho que os anjos existem. Circulam diariamente na nossa vida e raramente nos apercebemos deles até que seja tarde demais. E eu felizmente achei dois dos anjos da minha vida, pessoas que conseguiram fazer-me ver que a vida afinal vale a pena. Mesmo com tudo de mau que existe, os anjos conseguem fazer brilhar a luz na mais escura das escuridões.

Não sei como lhes agradecer, o que falar ou fazer para lhes fazer ver o que significam para mim, como amigas, com excelentes seres humanos que são. Um dos pilares da minha vida tem sido a música, só que a vida com apenas um pilar é uma vida que “abana” muito, instável, e sem a tranquilidade necessária. Pois agora posso dizer, com a maior das certezas que tenho, que arranjei o segundo pilar da minha vida, que me ajudará a ter mais estabilidade perante os problemas que apareçam.

Resumindo e aproveitando uma frase de uma música com extremo significado para mim:


So close, no matter how far
Couldn’t be much more from the heart
Forever trusting who you are
No, nothing else matters

Obrigado, F & L