Archive for Março, 2010

o ser humano e o medo de falhar

O ser humano é realmente o ser mais complicado do planeta terra. Por mais que tentemos, por mais que façamos gráficos e levantamentos de estatísticas, nunca conseguiremos explicar o que vai na nossa cabeça, na nossa “alma”, naquela parte que a medicina não consegue atingir.

Uma das coisas que me faz muita confusão é o medo que as pessoas têm de tomar uma decisão, de assumir responsabilidades.

Eu também falo por mim, de todas as situações da vida por que passei e as decisões que tive de tomar, a maior parte delas tomadas inconscientemente, mas algumas que até hoje me perseguem (e assombram).

Sempre ouvi dizer que pior que uma má decisão é uma não decisão. Acho que mais verdadeira que esta expressão não é possível. Claro que arrependermo-nos futuramente da decisão que tomámos nos leva a ter mais cuidado no futuro, mas não apaga o caminho que escolhemos previamente.

Ainda à pouco estava eu a ver um episódio do “Defying Gravity” (isto antes de faltar a merda da luz…) e uma das frases que me levou a escrever este post foi qualquer coisa como: “O rio tem duas margens. Mesmo depois de passarmos para o outro lado as nossas pegadas permanecem na margem onde estávamos”. Para os mais básicos, esta metáfora faz justiça à expressão do parágrafo anterior, ou seja, mesmo depois de seguirmos com a vida, as decisões que tomámos, certas ou erradas, continuarão a fazer parte da nossa vida.

É com as decisões que tomamos que definimos o nosso carácter (ou a nossa essência). E geralmente as que mais nos definem são as más decisões, as que nos levam a questionar o “..e se…” da outra possível decisão.

Sinceramente acho que não existem más decisões, mas sim decisões que mudam o rumo da nossa vida para caminhos indesejados. Por muito boa que a minha vida tenha sido até hoje, lembro-me perfeitamente das mais difíceis decisões que tive de tomar e o que elas me fizeram actualmente.

Não, não estou arrependido, mas penso muito nos “”…e se…”. Penso que tudo poderia ser diferente se tivesse escolhido B em vez de A, 1 em vez de 2… enfim, é triste não termos a certeza de que tomámos as melhores decisões na nossa vida, embora no momento elas nos tivessem parecido as mais acertadas.

E realmente pior que uma má decisão é uma indecisão, ou não decisão. O nosso mundo rege-se por pessoas que não querem tomar qualquer decisão sobre a sua vida, que se conformam com as decisões tomadas por outros e nunca defendem os seus ideais. Essas “semi-pessoas”, ou vegetais, são as que fazem do nosso mundo a real merda que ele é hoje.

Política, religião, “desporto”, música, o que quiserem. Tudo na vida mudou porque alguém decidiu marcar posição, ou seja, fazer valer a sua opinião, o seu ideal.

Mas no fundo, somos muito medrosos, fracos e cobardes, pois mais de metade da nossa vida sucumbimos às decisões dos outros sem questionar possíveis alternativas.

Vamos tentar ser mais “abertos” à mudança, tentar sair mais da nossa zona de conforto (vulgarmente chamada por zona do “epá, tou-me a cagar para isso e o que escolherem está bom para mim”) e tentar pesar as outras alternativas existentes.

E entretanto como já voltou a electricidade (dass… um gajo é mais dependente da EDP do que da droga…) vou continuar a ver o episódio que estava a ver.

Comentários são bem vindos, não se conformem com a minha “decisão”.

Uma razão de orgulho

Ainda hoje estava na conversa com uma pessoa amiga a falar de coisas que não interessam para o caso quando me colocou a pergunta se eu conseguia enumerar alguma coisa de que tivesse orgulho na minha vida.
Aqui fica desde já as minhas desculpas pois nem me lembrei de algo que para sempre ficará marcado na minha vida (estou basicamente mais para o queimado que para o funcional, mas qual é a novidade nisso????): O “hastear” de uma bandeira do meu site pela banda ao qual é dedicado :)

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Para quem é fã de alguma banda, mas fã MESMO a sério, consegue entender o significado deste pequeno vídeo. Saber que a banda que adoramos está com algo que fizemos para eles. Isto sim, é uma das razões de orgulho da minha vida.

E para que não restem dúvidas, a bandeira não foi para o lixo, ficou no “HQ” da banda para o futuro

Bandeira no HQ

BSO – Turn the Page // Metallica e Seger

Uma das músicas que faz parte da minha vida é o “Turn de Page”. Inicialmente conheci a versão de Metallica mas depois de “crescer Metallicamente” comecei a averiguar de onde vinham as tão famosas “covers” e redescobri a música na sua versão original. Ambas as versões são do “catano” (para não começar já a escrever palavrões) e mesmo sendo um fã incondicional de Metallica acho que nunca conseguirei fazer uma escolha clara sobre qual a melhor versão da música.

A do Bob Seger, a original, fala (e muito bem) do tempo que passavam na estrada, longe de tudo e de todos. Não existe nenhum “clip” oficial, apenas uma gravações “live” da música.

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A versão de Metallica consegue (a meu ver), dar um significado completamente diferente à musica, colocando uma “senhora da vida” como razão principal do vídeo. Muito bom (o vídeo), muito “explícito”, muito “marcante” para mim, embora não pela senhora ou pela sua escolha na vida. Acho que ainda não deva explicar, na sua totalidade, a razão do vídeo me dizer tanto mas prometo que assim que achar que a minha opinião não se vai reflectir na minha vida o escreverei.

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A BSO da vida

Não pensem que é algum palavrão, o BSO (dizem as más linguas) traduz-se para “Banda Sonora Original” que de original raramente tem alguma coisa visto que não me lembro de nenhuma em que as músicas tivessem sido feitas para o filme/série/novela em questão. Geralmente são compilações de músicas que acompanham o filme/série/novela. Mas já me estou a desviar do propósito do post.

O que queria (e ainda quero) dizer é que toda a vida (ou toda a gente) tem várias músicas que compõem a sua vida e eu não sou excepção (afinal, ainda sou uma pessoa, não sou?)

E como eu posso, e quero, e consigo, vou ver se compilo a minha BSO em vídeo (o áudio já é muito “old-school”). Para começar levam já com um post que me levou a começar isto… Fiquem atentos… ou não.

pronto… vem lá falar mal.

A pedido de milhares de pessoas (ou seja, do Marco [Palhaço!!!!]) decidi abrir a possibilidade de registo a pessoas que não batem bem da mioleira e permitir-lhes, por breves instantes (até eu me aborrecer), fazerem comentários aos meus posts parvos.

Aqui a única regra que vale é que o blog é meu, por isso só eu sei se o post é digno de estar publicado. Se for apagado azarito, façam um blog para vocês e publiquem as vossas porcarias.