O novo início

Acho que é desta! Aliás, tenho a certeza que é desta! É desta vez que eu vou deixar de ser um otário que anda por aí apenas para ser aproveitado pelas pessoas. Chega! Estou farto! Agora é a minha vez, agora sou eu!!!!

Já está na altura de me começar a preocupar comigo, os outros que se preocupem com eles. Já que nos últimos anos tenho levado “bola” de volta, agora é a minha vez de jogar. E vou jogar duro! Não vou jogar sujo, mas vou lutar por mim como nunca ninguém lutou.

Das várias conversas que tive ultimamente com os amigos, cheguei à conclusão que tenho vivido para agradar os outros e tenho-me descartado de me preocupar comigo… E vejam onde é que isto me levou.

Portanto agora sou eu, estou eu, conto eu! Vou tratar de mim, vou-me preocupar comigo, vou gostar de mim… aliás, vou-me AMAR. Vou viver para mim e por mim. Não vou mais viver em função da felicidade dos outros mas sim apenas da minha felicidade. Lembro-me que alguém me disse que eu era incapaz de amar alguém porque nunca tinha sido amado. Que verdade tão cruel mas ao mesmo tempo tão verdadeira. Lá dizia o anúncio: se eu não gostar de mim, quem gostará (chavão mais maricas mas tão real).

E como eu nunca gostei de mim, acho que nunca ninguém gostou. Tenho olhos para ver a pessoa negativa que era, sempre a pensar nos cenários mais negros e pessimistas… Isso acabou!

Vão todos levar onde o sol não brilha! Todos os que fingiram que me amaram, que fingiram que gostaram de mim mas que apenas me usaram!!!

Agora eu vou ser eu, vou ser para mim. E quem gostar de mim poderá ter a hipótese de fazer parte da minha vida maravilhosa. Ter como parte da sua vida a pessoa maravilhosa e espectacular que sou. Já existem alguns sortudos que fazem parte dessa tão restrita lista mas ainda existem algumas vagas abertas. Têm é de merecê-lo. E as provas de acesso são do mais difícil que existe.

Por isso, por mim acabou o pensamento negativo de merda que me tem acompanhado estes últimos anos. Sempre a pensar que não valia um chavo e que tinha a sorte de ter os outros na minha vida. Analisando bem as coisas, os outros é que saíram beneficiados por terem “vivido” comigo.

Portanto torno a dizer: AGORA EU! PARA MIM E POR MIM! Sei o que sou, o que posso dar enquanto pessoa, enquanto ser humano, e vou ser e dar isso a mim. Vou ter prazer e orgulho de ser quem sou.

 

A primeira parte desta nova página começou!!! Os objectivos estão traçados e serão cumpridos. Sei que consigo, sei que sou capaz e tenho a mais modesta confiança de que no fim me irei agradecer (e a quem colaborou nesta nova página da minha vida) por ter mudado….

Farto de pessoas com problemas, a chorar aos cantos, cheias de desculpas e meias conversas…

Eu! EU! EEEEEEUUUUUU!!!!!!

 

… e depois é só acabar de conquistar o mundo :)

Ficar…. ou ir?

Mais um parágrafo da minha vida que terminou. Mais um falhanço, mais uma dor, mais uma decepção.

E mais incrível é o facto de já estar à espera que acontecesse… Já me chamaram pessoa negativa, que pensa sempre o pior de tudo o que pode, que equaciona todos os pontos negativos e que estes se sobrepõe sempre aos positivos.

Mas também depois de 25 anos de falhanços como é que uma pessoa se mantém positiva? Depois de estar sempre a levar nas trombas, a cometer os mesmos erros, a passar as mesmas situações, pode existir uma réstia de qualquer sentimento positivo?

Nem de longe me considero um pobre coitado, geralmente esse sentimento atribuo-o ao outro lado. Mesmo depois de lixar, repetidamente e por várias vezes, a minha vida, continuo com a mania de me importar mais em como os outros ficam do que em como eu irei ficar.

Quase a bater na ternura dos 40, pouco ou quase nada tenho a “mostrar” da vida. Ainda hoje, após uma conversa, cheguei à conclusão que a minha casa não passa de um bloco de cimento sem alma. Fria, insípida, nada acolhedora, a minha casa reflete claramente a minha vida pessoal nestes últimos anos.

Com tudo o que se passou, e com o que se passa, continuo a pensar se estarei melhor aqui ou se será mais fácil recomeçar noutro lado, onde não exista qualquer sentimento por ninguém, onde ninguém me conheça e me faça lembrar os erros que cometi…

E dizem-me várias vezes: queres-te ir embora porque é a forma mais fácil de lidar com os problemas. Ao que eu respondo: sim. É mais fácil recomeçar do zero do que encarar todos os falhanços que já existiram.

E eis que depois, e já por várias vezes, aparece algo na vida que me faz questionar seriamente se seria capaz de sair do buraco. Seja a família, os amigos, os colegas, novas amizades, a comida ou simplesmente aquele sentimento de pertença (mesmo que por breves instantes) ao sítio onde me encontro. Mas este sentimento bate forte mas passa rápido. Assim que algo de bom aparece na minha vida, aparece também aquele sentimento de “vou voltar a foder tudo de novo. Vou voltar a errar, a cometer os mesmos erros ou simplesmente irá terminar de maneira igual ao que sempre foi: um falhanço”.

Não sei se é da idade, ou se fiquei “moldado” assim, mas cada vez mais apenas consigo apreciar os pequenos momentos de felicidade que aparecem, como que por engano, na minha vida. Sempre que penso a longo prazo, o pensamento é negativo. Ou porque não vejo como as coisas irão funcionar ou porque penso que não irão mesmo funcionar.

Já à algum tempo que não sabia o que era estar bem, sentir-me bem, sem pensar em nada de negativo, sem ter de pensar na vidinha da treta, até que fui beber um copo, “jogar conversa fora”, jantar, simplesmente divertir-me e apreciar uma noite como à muitos anos não tinha. Foi um momento raro, breve, curto, mas que me deixou saciado da alegria de que padeço, durante aquele tempo. Tudo parecia perfeito, simples, calmo… Mas claro, eis que aparece o negativo do Hugo e assim que o momento acabou, o sentimento mau voltou a aparecer…

Daí a questionar-me, será que é isto que posso esperar da vida? Será que a felicidade é um sentimento restrito a algumas pessoas e que a maior parte delas apenas se limita a viver o dia-a-dia, à espera da sua hora?

Não é isto que eu quero, recuso-me a que a minha vida se resuma a isso, quero viver, quero sentir, quero amar e ser amado. Se para isso tenho de recomeçar do zero num novo sítio que seja.

Mas o medo continua a apoderar-se de que a vida, como até agora, volte a correr mal, volte a retirar-me a felicidade que eu procuro e aí como é que fico? Vou juntando sítios onde falhei? Faço o guia Michellin dos melhores sítios onde falhar com classe?

A vida é lixada, sem dúvida. Nada é fácil, nada é certo, nada é parecido à minha área de eleição, aos uns e aos zeros, aos sim’s ou não’s… Na vida nada é um ou zero, são tudo números infinitos que se encontram entre o um e o zero… e sendo o infinito impossível de quantificar, no que é que fico?

Resumindo, fico ou vou? Fico e espero que as coisas mudem como nunca mudaram em 25 anos ou vou e arrisco tudo num novo e desconhecido sítio, onde nada sei, ninguém conheço e ninguém me conhece?

Esta é a minha pergunta de hoje…

Descurar ou descolorar

Será assim tão difícil conseguir manter uma vida equilibrada nos 3 pilares fundamentais do ser humano: pessoal, profissional e familiar?

Sempre que um dos pilares está sólido, heis que outro se desmorona… Agora que penso nisso, nunca me lembro de ter estado “sólido” simultaneamente nos 3 pilares… se a vida pessoal corria bem, a profissional estava uma merda… se estava tudo ok com a família, a parte pessoal era inexistente… e quando o trabalho corre bem… lá vem a vida pessoal trazer dores de cabeça. Todos usam o cliché “a vida não é fácil”, mas será mesmo isso? ou será que complicamos demais e nos esforçamos para que tudo seja cor-de-rosa e agradável aos olhos que quando nos apercebemos estamos completamente no precipício?

Também podemos enveredar pela máxima dos “workaholics” que só se preocupam com o pilar profissional, mas hão-de chegar a uma parte da vida onde a parte profissional “acaba” e depois ficam “nus” pois não têm mais nada…

Ou viver só para a família, e não seguirmos os nossos sonhos profissionais… e depois a família afasta-se e ficamos sós… sem nada para nos ocupar o vazio…

Mas o pior mesmo, para mim, é  quando nos dedicamos só à vida pessoal, ignoramos a nossa origem, a nossa família… e deixamos de ter sonhos pois queremos mesmo é “estar” com aquela pessoa que nos faz feliz… só que raramente a felicidade é para sempre (não me digam que ainda não tinham descoberto…), e a relação passa a uma “habituação” e sendo nós criaturas de hábitos, lá nos mantemos. Se bem que no tempo dos meus avós isso era mais verdade do que é hoje em dia… liberalismo ou como é que lhe chamam…

Tenho tido uma vida decente, não me posso queixar, a minha família é magnífica, mesmo que não lhes diga isso pois sou um pouco “frio” mas estranhamente, ao contrário de 99,9% das pessoas que conheço, não tenho qualquer elemento da minha família com quem não me dê ou que não goste… (este pilar está muito bem erguido). Mas sim, tenho descorado a minha família como nunca o fiz, afastei-me, não sei porquê pois nada fizeram para o merecer… está na altura de voltar a “tratar” deste pilar…

Depois vem a questão da vida profissional… não foi ouro sobre azul, tive altos e baixos… muitos altos mas também alguns baixos, embora estes baixos fosse pela razão de ser preguiçoso e principalmente medroso por mudar (a tal questão de sermos criaturas de hábitos)… Tive o prazer de ser bem educado pelos meus pais, o privilégio de nunca me ter faltado nada e sempre se refletiu na parte profissional. Sempre fui convidado para mudar de emprego, nunca fui despedido e sempre fui eu a “entregar a carta”…  portanto este pilar não tem sofrido muita erosão com o tempo, está relativamente estável… precisa é de uma limpeza do musgo que está agarrado, tarefa que tenho feito nos últimos 3 meses…

Mas agora chego ao descalabro… a vida pessoal… aí posso dizer que tenho tido uma sorte… inversa… não acerto com as decisões, não consigo sentir a dedicação necessária como fui aprendendo que devia ser feito. Acho que não sou um bicho do mato (depois de me conhecerem), dou-me bem com as pessoas e sou sociável, logo não faz sentido não conseguir ter uma relação pessoal onde me sinta realizado. Sim eu sei, ninguém é perfeito, mas é nas imperfeições da outra parte onde conseguimos achar um equilíbrio para partilhar uma vida em conjunto. Mas quando as nossas imperfeições são tão imperfeitas como as da outra parte? Quando estas não se complementam e apenas trazem entropia à relação? Quando achamos que estamos na relação só porque somos criaturas de hábito e o mudar (ou terminar) só nos irá trazer mau estar sem benefícios visíveis? Ou quando achamos que a outra parte não considera a relação tão vital como nos foi encutido pela sociedade, pelos ensinamentos ao nosso redor? Vale a pena retirar o pilar e tentar arranjar outro? ou repará-lo?

A vida é lixada, gostava mesmo era que houvesse um manual de como agir ou viver… Também não temos “reset” para podermos recomeçar e não fazer os mesmos erros que fizemos… mas depois lá vêm os líricos dizer: “mas foram os erros que cometi que me trouxeram até aqui…”… pois, mas se eu estivesse bem “aqui”, não estava a questionar estar merda, certo?

 

Mais pensamentos em forma de escrita deverão aparecer num futuro próximos… ou não…

Isto já começa a criar bicho…

Realmente quando nos deixamos levar pelas coisas da vida deixamos de ter tempo para nós, para reflectir ou simplesmente escrever os nossos pensamentos mais parvos, idiotas ou puramente estúpidos… Mas vou tentar ser mais activo, mas “escritor” ou “escrivão”… Vou tentar recomeçar a viver mais para mim e menos para os outros.. ou menos para outras coisas… Vou tentar… agora conseguir ou não….

E quando nos apercebemos…

… que os nossos pensamentos mais sombrios podem muito bem ser verdade? Não sei se me possa considerar uma pessoa anormal do ponto de vista de pensamento mas quando junto tudo o que sei do mundo assusto-me comigo próprio (isto de estar a escrever artigos às 2 da manhã e a ouvir Metallica vai dar merda…).

Sempre fui uma pessoa que não entendeu a maior parte do raciocínio do ser humano, seja do ponto de vista sentimental ou de qualquer outro ponto. Mas com tudo o que me aconteceu durante estes largos anos de existência neste pedaço de terra, nunca me considerei afortunado sentimentalmente. Sente tive um gosto especial por atrair o mais variado tipo de gajas do tipo “isto não existe”… até que cheguei a um ponto da minha vida que disse que chegava. Não dava para aguentar mais aquele tipo de vida onde me anulava totalmente e vivia como a outra pessoa achava que eu devia viver… Isto das relações é complicado… e só que experiência o trauma de uma má relação é que consegue entender. Geralmente quando são mulheres, chamam-lhe depressão, mas para os homens essa palavra é demasiado feminina para ser usada. Então geralmente refugiam-se no futebol, na cerveja ou noutra merda qualquer que os faça esquecer a vidinha de merda que têm… enfim, já estou a divagar do que interessa. Estava eu a dizer que na minha vida só apanhei “abróteas”, gajas tão “estranhas que até dava para escrever um livro. Mas como diz o ditado, “todos os cabrões têm sorte” e eu não fui excepção. Lá consegui mudar a minha vida, conseguir arranjar uma pessoa com quem tenho uma relação apelidada de “semi-normal” pela sociedade (a outra semi parte fica para outra história). A chamada “vidinha de merda” como diz um colega meu, aquela em que estamos bem, o tempo passa, nada nos preocupa e até nos esquecemos que a temos (a tal vidinha).

Até que comecei a confiar demasiado na vida, nas pessoas, no facto de considerar que existem pessoas que são apenas “boas pessoas”, sem segundas intenções ou a nos querer prejudicar sempre que podem. E é quando baixamos a guarda, ou como dizia alguém que “passou” na minha vida, quando tiramos a “casca”, é que somos atingidos por algo que nos faz realmente doer, que nos faz lembrar o que é aquela dor que não conseguimos descrever mas que todos os que já amaram ou ainda amam e já tiveram um desgosto conseguem entender…

E “schuft” (<– som de uma lâmina a cortar-nos)… eis que somos atingidos quando estamos o mais desprotegidos possível…. e dói… foda-se (perdoem-me o meu francês) que dói… termos aquele sentimento de uma estaca enfiada na merda do coração sem no entanto conseguirmos fazer nada para aliviar essa dor…

Mas é bem feito… é o que faz voltar a confiar nas pessoas e não manter a minha barreira para me proteger deste tipo de merdas…

Agora que já fui atingido, há que rever novamente a “big picture” a tentar enquadrar os meus pensamentos, sentimentos e forma de ser de uma maneira que seja no mínimo socialmente aceite.

Nestes 25 meses sem escrever no meu blog foram ricos de experiências pessoais, sentimentais e profissionais… sorri e chorei, ganhei novos amigos e perdi alguns devido a me ter enganado ou deixado cegar pela abundância de “boas vibes”… Cresci profissionalmente, pessoalmente, fiquei mais velho (dah!!! claro… não podia ficar mais novo), mas também cheguei à triste conclusão que os meus pensamentos mais inadequados para esta sociedade ainda se mantêm muito correctos…

E “nothing else matters” (que é o que está a tocar agora… que canção mais brutal… diz tanto a quem a entende…)… assim seguimos a nossa vida, com a triste esperança de o amanhã ser melhor do que o hoje ou o ontem…

Hei-de cá voltar quando tiver coragem, vontade, ou tempo para continuar a registar globalmente os meus pensamentos e sentimentos mais anormais…

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