Descurar ou descolorar

Será assim tão difícil conseguir manter uma vida equilibrada nos 3 pilares fundamentais do ser humano: pessoal, profissional e familiar?

Sempre que um dos pilares está sólido, heis que outro se desmorona… Agora que penso nisso, nunca me lembro de ter estado “sólido” simultaneamente nos 3 pilares… se a vida pessoal corria bem, a profissional estava uma merda… se estava tudo ok com a família, a parte pessoal era inexistente… e quando o trabalho corre bem… lá vem a vida pessoal trazer dores de cabeça. Todos usam o cliché “a vida não é fácil”, mas será mesmo isso? ou será que complicamos demais e nos esforçamos para que tudo seja cor-de-rosa e agradável aos olhos que quando nos apercebemos estamos completamente no precipício?

Também podemos enveredar pela máxima dos “workaholics” que só se preocupam com o pilar profissional, mas hão-de chegar a uma parte da vida onde a parte profissional “acaba” e depois ficam “nus” pois não têm mais nada…

Ou viver só para a família, e não seguirmos os nossos sonhos profissionais… e depois a família afasta-se e ficamos sós… sem nada para nos ocupar o vazio…

Mas o pior mesmo, para mim, é  quando nos dedicamos só à vida pessoal, ignoramos a nossa origem, a nossa família… e deixamos de ter sonhos pois queremos mesmo é “estar” com aquela pessoa que nos faz feliz… só que raramente a felicidade é para sempre (não me digam que ainda não tinham descoberto…), e a relação passa a uma “habituação” e sendo nós criaturas de hábitos, lá nos mantemos. Se bem que no tempo dos meus avós isso era mais verdade do que é hoje em dia… liberalismo ou como é que lhe chamam…

Tenho tido uma vida decente, não me posso queixar, a minha família é magnífica, mesmo que não lhes diga isso pois sou um pouco “frio” mas estranhamente, ao contrário de 99,9% das pessoas que conheço, não tenho qualquer elemento da minha família com quem não me dê ou que não goste… (este pilar está muito bem erguido). Mas sim, tenho descorado a minha família como nunca o fiz, afastei-me, não sei porquê pois nada fizeram para o merecer… está na altura de voltar a “tratar” deste pilar…

Depois vem a questão da vida profissional… não foi ouro sobre azul, tive altos e baixos… muitos altos mas também alguns baixos, embora estes baixos fosse pela razão de ser preguiçoso e principalmente medroso por mudar (a tal questão de sermos criaturas de hábitos)… Tive o prazer de ser bem educado pelos meus pais, o privilégio de nunca me ter faltado nada e sempre se refletiu na parte profissional. Sempre fui convidado para mudar de emprego, nunca fui despedido e sempre fui eu a “entregar a carta”…  portanto este pilar não tem sofrido muita erosão com o tempo, está relativamente estável… precisa é de uma limpeza do musgo que está agarrado, tarefa que tenho feito nos últimos 3 meses…

Mas agora chego ao descalabro… a vida pessoal… aí posso dizer que tenho tido uma sorte… inversa… não acerto com as decisões, não consigo sentir a dedicação necessária como fui aprendendo que devia ser feito. Acho que não sou um bicho do mato (depois de me conhecerem), dou-me bem com as pessoas e sou sociável, logo não faz sentido não conseguir ter uma relação pessoal onde me sinta realizado. Sim eu sei, ninguém é perfeito, mas é nas imperfeições da outra parte onde conseguimos achar um equilíbrio para partilhar uma vida em conjunto. Mas quando as nossas imperfeições são tão imperfeitas como as da outra parte? Quando estas não se complementam e apenas trazem entropia à relação? Quando achamos que estamos na relação só porque somos criaturas de hábito e o mudar (ou terminar) só nos irá trazer mau estar sem benefícios visíveis? Ou quando achamos que a outra parte não considera a relação tão vital como nos foi encutido pela sociedade, pelos ensinamentos ao nosso redor? Vale a pena retirar o pilar e tentar arranjar outro? ou repará-lo?

A vida é lixada, gostava mesmo era que houvesse um manual de como agir ou viver… Também não temos “reset” para podermos recomeçar e não fazer os mesmos erros que fizemos… mas depois lá vêm os líricos dizer: “mas foram os erros que cometi que me trouxeram até aqui…”… pois, mas se eu estivesse bem “aqui”, não estava a questionar estar merda, certo?

 

Mais pensamentos em forma de escrita deverão aparecer num futuro próximos… ou não…

Isto já começa a criar bicho…

Realmente quando nos deixamos levar pelas coisas da vida deixamos de ter tempo para nós, para reflectir ou simplesmente escrever os nossos pensamentos mais parvos, idiotas ou puramente estúpidos… Mas vou tentar ser mais activo, mas “escritor” ou “escrivão”… Vou tentar recomeçar a viver mais para mim e menos para os outros.. ou menos para outras coisas… Vou tentar… agora conseguir ou não….

E quando nos apercebemos…

… que os nossos pensamentos mais sombrios podem muito bem ser verdade? Não sei se me possa considerar uma pessoa anormal do ponto de vista de pensamento mas quando junto tudo o que sei do mundo assusto-me comigo próprio (isto de estar a escrever artigos às 2 da manhã e a ouvir Metallica vai dar merda…).

Sempre fui uma pessoa que não entendeu a maior parte do raciocínio do ser humano, seja do ponto de vista sentimental ou de qualquer outro ponto. Mas com tudo o que me aconteceu durante estes largos anos de existência neste pedaço de terra, nunca me considerei afortunado sentimentalmente. Sente tive um gosto especial por atrair o mais variado tipo de gajas do tipo “isto não existe”… até que cheguei a um ponto da minha vida que disse que chegava. Não dava para aguentar mais aquele tipo de vida onde me anulava totalmente e vivia como a outra pessoa achava que eu devia viver… Isto das relações é complicado… e só que experiência o trauma de uma má relação é que consegue entender. Geralmente quando são mulheres, chamam-lhe depressão, mas para os homens essa palavra é demasiado feminina para ser usada. Então geralmente refugiam-se no futebol, na cerveja ou noutra merda qualquer que os faça esquecer a vidinha de merda que têm… enfim, já estou a divagar do que interessa. Estava eu a dizer que na minha vida só apanhei “abróteas”, gajas tão “estranhas que até dava para escrever um livro. Mas como diz o ditado, “todos os cabrões têm sorte” e eu não fui excepção. Lá consegui mudar a minha vida, conseguir arranjar uma pessoa com quem tenho uma relação apelidada de “semi-normal” pela sociedade (a outra semi parte fica para outra história). A chamada “vidinha de merda” como diz um colega meu, aquela em que estamos bem, o tempo passa, nada nos preocupa e até nos esquecemos que a temos (a tal vidinha).

Até que comecei a confiar demasiado na vida, nas pessoas, no facto de considerar que existem pessoas que são apenas “boas pessoas”, sem segundas intenções ou a nos querer prejudicar sempre que podem. E é quando baixamos a guarda, ou como dizia alguém que “passou” na minha vida, quando tiramos a “casca”, é que somos atingidos por algo que nos faz realmente doer, que nos faz lembrar o que é aquela dor que não conseguimos descrever mas que todos os que já amaram ou ainda amam e já tiveram um desgosto conseguem entender…

E “schuft” (<– som de uma lâmina a cortar-nos)… eis que somos atingidos quando estamos o mais desprotegidos possível…. e dói… foda-se (perdoem-me o meu francês) que dói… termos aquele sentimento de uma estaca enfiada na merda do coração sem no entanto conseguirmos fazer nada para aliviar essa dor…

Mas é bem feito… é o que faz voltar a confiar nas pessoas e não manter a minha barreira para me proteger deste tipo de merdas…

Agora que já fui atingido, há que rever novamente a “big picture” a tentar enquadrar os meus pensamentos, sentimentos e forma de ser de uma maneira que seja no mínimo socialmente aceite.

Nestes 25 meses sem escrever no meu blog foram ricos de experiências pessoais, sentimentais e profissionais… sorri e chorei, ganhei novos amigos e perdi alguns devido a me ter enganado ou deixado cegar pela abundância de “boas vibes”… Cresci profissionalmente, pessoalmente, fiquei mais velho (dah!!! claro… não podia ficar mais novo), mas também cheguei à triste conclusão que os meus pensamentos mais inadequados para esta sociedade ainda se mantêm muito correctos…

E “nothing else matters” (que é o que está a tocar agora… que canção mais brutal… diz tanto a quem a entende…)… assim seguimos a nossa vida, com a triste esperança de o amanhã ser melhor do que o hoje ou o ontem…

Hei-de cá voltar quando tiver coragem, vontade, ou tempo para continuar a registar globalmente os meus pensamentos e sentimentos mais anormais…

Como quantificar ou classificar o amor?

Quem me conhece, ou já presenciou as minhas ideologias mais extremistas, díspares ou simplesmente parvas, sabe que eu não acredito no dar sem esperar receber algo em troca. E quando toca ao amor as coisas tornam-se mais, mas muito mais complicadas.

E como é que podemos quantificar o amor? Será que ele é quantificável? Será que podemos dizer “Amo-te mais do que amo a outra pessoa”?
Nota: Convém avisar que estou a excluir todo o tipo de amor “familiar”. E por “familiar” leia-se amor aos pais, filhos/filhas, irmãos/irmãs e restante família. Pois são tipos de amores sobre os quais eu não quero falar neste post.

Voltando à quantificação do amor… Será que podemos amar os amigos? Ou se os amarmos tornam-se mais do que apenas “amigos”? E falo isto enquanto homem, pois para as mulheres (penso eu), o acto de amar nunca é visto com maus olhos, mesmo tratando-se de amigas e/ou amigos (deixem lá de pensar em coisas porcas…)

Será que enquanto homem posso afirmar, sem parecer “socialmente inaceitável” que amo várias pessoas, sejam mulheres ou homens? É que geralmente quando um homem usa a palavra amar apenas significa uma de duas coisas: ou está a falar da mulher/homem com quem partilha a cama, ou é abichanado.

E ao dizer amar, refiro-me aquele sentimento com que ficamos quando pensamos ou falamos sobre a outra qualquer pessoa. Se uma amiga (ou amigo) está mal e nada conseguimos fazer para ajudar, sentimos-nos mal, inúteis e impotentes (deixem lá de pensar em coisas porcas outra vez…). Se já não a vimos (ou o vimos) à bastante tempo, sentimos uma saudade do caraças que só apetece largar tudo e passar um tempo a recuperar dessa saudade…
Será isso tão estranho para os homens? Será o amor um sentimento mais “mulherengo” que nos incomoda, a nós homens, quando temos algo parecido a isso e que não parece bem pensar ser amor?

Será assim tão estranho sentirmos-nos amados por mais do que uma pessoa e ao mesmo tempo acharmos que também as amamos e mesmo assim, depois deste sentir e achar, parecer que algo não encaixa ou que está “mal”? Que algo não faz sentido pois sempre fomos habituados a que o amar apenas deveria estar relacionado com a nossa companheira (ou companheiro(lá estão vocês NOVAMENTE a pensar em coisas porcas… vocês são impossíveis…)?

Como é que um homem diz que ama uma amiga (ou um amigo) sem daí tirarem ilações erradas. De que ele apenas está a pensar em amor do ponto de vista sexual e não algo mais profundo e transcendente ao próprio sexo?

E isto tudo por causa da porra de um SMS… Quem diria, que umas meras palavras recebidas naquele equipamento que nos acorda à noite (pelo menos onde trabalho) me iria fazer bater tantas vezes nas teclas a fim de me tentar entender ou esperar que alguém tenha uma resposta mágica para me dar?

Pois é amiga (respondendo ao SMS), quando nós brincamos com o “EU AMO VOCÊ”, se calhar não brincamos. Se calhar utilizamos uma frase banalizada para exprimir os nossos sentimentos sem nos deixarmos a descoberto, desprotegidos. Ao dizermos a alguém que a (ou o) “amamos”, ficamos desprotegidos, nus, sem a nossa “casca” protectora, completamente entregues aos bichos, às intempéries do outro lado, sem ter como retirar o que dissemos, sem ter como voltar atrás, sem ter como “apagar” o que fizemos…

E por isso utilizamos frases mais banais, mas “impessoais”, que podem significar muito para nós e pouco para quem as ouve. E brincamos com isso, brincamos com o “amo-te”, com o “amas-me”, com o “vou-te amar até morrer”, sem ter qualquer respeito ao que realmente a palavra significa… ao que realmente a palavra nos faz “sentir” ou nos faz “doer” quando realmente amamos alguém.

E como é que eu fico? Com quem é que realmente me posso “desproteger” sem mais tarde me vir a arrepender do que disse ou do que fiz?
É que a expressão “Guess I’d rather hurt than feel nothing at all” torna-se extremamente difícil de utilizar quando falamos de amor… Acho que a dor de deixarmos de estar com quem amamos é infinitamente pior do que a dor que sentimos ao restringir o nosso sentimento por alguém que amamos. Mas essa é apenas a minha opinião, apenas uma opinião…

Acho que ainda tinha umas centenas de linhas para escrever sobre o assunto, mas prefiro não me “esticar” mais senão amanhã o arrependimento de ter escrito isto vai pesar durante o dia…

….. (após 10 minutos)….

Até eu, após reler isto umas 400 vezes (OK, foram só duas), consigo ver que estou diferente: ou mais velho, ou mais maluco, ou completamente frito dos miolos…

… Ou então amo e não sei.

Às vezes o que parece não o é. Ou é mais do que parece……

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Picture perfect memories, scattered all around the floor.
Reaching for the phone cause, I can’t fight it any more.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

Another shot of whiskey, can’t stop looking at the door.
Wishing you’d come sweeping in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m a little drunk and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I guess I’d rather hurt than feel nothing at all.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
And I said I wouldn’t call, but I’m a little drunk and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I just need you now.

Oh baby I need you now.

Por ti e para ti Li…

Um pouco de descanso… antes de ir descansar

Sim, chamem-me baldas, eu sei. Parece que, por mero acaso, apenas tenho conseguido escrever qualquer coisa “decente” a cada três meses (Junho, Setembro, Dezembro). Mas infelizmente não tem dado. Desde que a minha nova vida começou que sofri tantas alterações e o não blogar, infelizmente, tem sido uma delas.

Entre o emprego, a escola e o dormir, nada mais resta de tempo livre. E blogar no trabalho é impossível. Impossível pois além de não ser correcto (sim, eu acho incorrecto…), não consigo estar de mente aberta para escrever as minhas parvoíces normais. E na escola? Blogar? AHAHAHAHA… esqueçam. Às vezes nem dá para jantar, quanto mais vir à net. E claro, dormir e blogar ainda não consigo fazer… quem sabe, um dia….

Adiante.

Ainda estou no 1º semestre da escola e continuo a não me conseguir convencer do tempo que ela ocupa. Ainda não me mentalizei que já não tenho o tempo livre à noite que tinha, que os fins-de-semana servem para tentar ir às aulas de apoio (ou seja, quase nunca), fazer alguns dos trabalhos que trago durante a semana e tentar (ênfase no tentar) estudar. Física, Matemática, Matemática Discreta, Ética, Programação… São poucas disciplinas mas lá me vão fazendo mais cabelos brancos e aumentando o volume das olheiras…

Gostava de conseguir voltar a fazer tudo o que tinha tempo para fazer e ao mesmo tempo estar na escola como gostaria de estar. Mas “num” dá… por isso vou-me desenrascando como dá… e no final de Fevereiro logo se vê, se pelo menos estes últimos meses de escola não foram em vão… logo veremos…

E entretanto veio o Natal, lá virá o ano novo… e nem prendas, nem boas festas, abraços ou beijinhos mandei ao pessoal… Sou mesmo um palhaço… Mas pronto… eles sabem como eu sou, o que tenho feito (ou tentado fazer) e talvez me desculpem por esta falta de comunicação em altura natalícia :)

Mas a razão do blogar hoje, a esta hora, deveu-se basicamente a já estar farto de “Javar” (Javar = arte de tentar programar em Java) e de ter de responder a um SMS que me enviaram… e que conduziu à troca de algumas mensagens de tentativa de descoberta do seu significado. Mas isso fica para o segundo post de hoje. Yup, hoje vou escrever dois posts (yeah!!!!!)

Portanto, como tenho de ir dormir (convém, certo?), resolvi parar os trabalhos escolares e vir blogar, para ver se me saía alguma coisa minimamente aproveitável…

Se entretanto só blogar no próximo Natal já sabem… Bom ano, (meter todos os feriados e festas aqui), e bom Natal do próximo ano :)

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